O cancro colorretal, ou cancro do intestino, é uma das neoplasias mais frequentes e
com maior mortalidade em adultos em Portugal e no mundo.1 Grande parte dos
casos desenvolve se de forma silenciosa ao longo de vários anos, a partir de lesões
precursoras denominadas pólipos. A identificação e remoção desses pólipos antes de
evoluírem para cancro constitui, por si só, uma forma de prevenção eficaz. Para tal, é
necessário um rastreio adequado e, muitas vezes, a realização de uma colonoscopia.
O que é o rastreio do cancro colorretal?
O rastreio do cancro do intestino consiste em exames realizados em pessoas
assintomáticas com o objetivo de identificar precocemente alterações que possam
evoluir para cancro ou identificar o cancro numa fase inicial, em que o tratamento é
mais eficaz.
Entre as estratégias de rastreio existem testes não invasivos, como a pesquisa de
sangue oculto nas fezes e métodos endoscópicos como a colonoscopia.
Por que é importante o rastreio?
O cancro colorretal geralmente cresce lentamente ao longo dos anos. Isso significa
que há um “período de oportunidade” em que as lesões podem ser identificadas e
tratadas antes de se tornarem malignas. Quando o cancro é detetado precocemente,
as taxas de sobrevivência são significativamente mais elevadas — com dados
clínicos sugerindo que a sobrevivência aos 5 anos pode ultrapassar 90% em casos de
diagnóstico precoce, comparada com cerca de 50% nos diagnósticos avançados.
Quando fazer o rastreio?
A deteção precoce do cancro colorretal é essencial para melhorar o prognóstico e
reduzir a mortalidade. O rastreio por colonoscopia é recomendado a partir dos 45–50
anos na população geral e mais cedo em indivíduos com antecedentes familiares de
primeiro grau. Além de diagnosticar lesões suspeitas, a colonoscopia permite
remover pólipos, prevenindo a progressão para cancro invasivo.3
O rastreio do cancro colorretal e a realização da colonoscopia não são apenas
exames: são uma oportunidade de prevenir a doença e salvar vidas. Ao identificar
pólipos ou lesões precoces, estes exames permitem intervenções eficazes, muitas
vezes antes que surjam sintomas, aumentando significativamente as hipóteses de
tratamento bem sucedido.
Se tem mais de 45 anos ou fatores de risco, converse com o seu médico — detetar
cedo pode fazer toda a diferença.
Se sofre de um sintoma relacionado com este tema clique aqui para obter mais informações e possíveis soluções.
World Health Organization, International Agency for Research on Cancer. (s.d.). Global Cancer Observatory. Acesso em 30/Jan/2026 em
https://gco.iarc.who.int/; 2. Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia. (s.d.). Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia alerta para a
importância do diagnóstico precoce do cancro do intestino. Acesso em 30/Jan/2026; 3. www.healthnews.pt; 3. Libânio, D. (2025, March). Qual
o papel da endoscopia digestiva na prevenção e tratamento do cancro colorretal? Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva. Acesso a
12/02/2026 em https://www.sped.pt